CEFORTEC

O Centro de Formação Continuada, Desenvolvimento de Tecnologias e Prestação de Serviços para as Redes Públicas de Ensino (Cefortec) é a consequência de um extenso e bem estruturado trabalho da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com a educação a distância.

Através da parceria entre a UEPG e outras três destacadas instituições de ensino paranaense (Unioeste, UEL e UFPR), este centro idealizado em 2003, a partir da publicação de edital pelo SEB/MEC tem como principal objetivo transformar o saber universitário em produtos acessíveis aos educadores brasileiros, que possam ser ferramentas de modificação de práticas pedagógicas e de posturas humanas.

O CEFORTEC atua na área de Alfabetização e Linguagem e integra a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica. Esta Rede é composta por 20 Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação, criados por universidades selecionadas para tal fim pelo MEC. Os centros atuam em diferentes áreas do conhecimento e têm por objetivo contribuir para a melhoria da formação dos professores em exercício nas redes públicas de ensino.

Na constituição da REDE, ficou clara a ênfase atribuída à capacidade de articulação e ao estabelecimento de parcerias dos Centros com outras Universidades para o cumprimento das propostas conveniadas. Seguindo esse diretriz, para instituir o CEFORTEC, a UEPG estabeleceu parcerias com outras renomadas instituições de ensino superior paranaense (UNIOESTE, UEL, UFPR).

 

Objetivos do Programa

  • Apoiar os municípios no desenvolvimento de um plano permanente de desenvolvimento profissional dos docentes. Identificar áreas deficitárias do processo formativo que merecem maior atenção das entidades formadoras.
  • Contribuir com os sistemas municipais e estaduais de ensino no processo de formação continuada de professores na área de alfabetização e linguagem.

 

Alfabetização e Linguagem

 

Todos os indicadores oficiais, nos mais variados setores, apontam como um dos problemas principais da educação no Brasil as dificuldades de utilização da linguagem. Ler e escrever são tarefas muito complexas, que exigem atenção especial. Elas não se esgotam no ato da alfabetização, estendendo-se para toda a vida escolar do aluno, e mesmo para além dela. Assim, cabe aos educadores uma ação permanente, sempre muito cuidadosa, para não inibir o aprendizado das letras, uma vez que aprender a ler e a escrever é algo adquirido, que não faz parte das atividades inatas do ser humano.

Criar oportunidades para levar ao aprendizado da língua é fundamental para todo o processo. Para se aprender conteúdos escolares é preciso, antes, aprender a ler. É por meio do ato de ler que se dá a aquisição do conhecimento e a comunicação na sociedade letrada. A ênfase, no entanto, não pode recair apenas na língua como instituição intocável. A escola deve levar em consideração todos os elementos envolvidos neste processo, contemplando suas cinco faces: o sujeito (quem escreve), o destinatário (para quem se escreve), a mensagem (o que se escreve), a finalidade (o porquê de se escrever) e os instrumentos (como se escreve).

Ter consciência disso é atentar para as duas dimensões da linguagem, a discursiva e a notacional, nas modalidades escrita e oral. A escola deve contemplar conjugadamente estas duas realidades, não afastando o aluno da sua linguagem. Deve, isso sim, levá-lo a alargá-la pela interiorização dos conhecimentos lingüísticos.

A proposta de Alfabetização e Linguagem fundamenta-se nesta percepção mais ampla do domínio de linguagem e pretende fazer com que o professor procure soluções criativas na sala de aula, em que prevaleça a postura dialógica e problematizada. Quer-se que o ensino seja uma rua de mão dupla, os professores agindo sobre os alunos e os alunos agindo sobre os professores. Assim, a linguagem e sua aquisição não serão tratadas como algo pronto, mas como edifício em obras, em que há avanços e recuos, em que o erro acaba funcionando como um caminho produtivo para a aprendizagem.

O Cefortec tem como princípio norteador uma concepção aberta da linguagem, em que não se anulam as competências adquiridas. Objetiva funcionar como uma instância de apoio ao professor, resgatando situações concretas de aprendizagem, preparando-os para que sejam sujeitos formadores e não informadores, ajudando assim a diminuir os déficits de linguagem tão comuns no panorama do ensino brasileiro.

 

Princípios norteadores da proposta:

 

  • Levar o professor a se tornar sujeito da própria formação;
  • Valorizar as dificuldades concretas encontradas nas atividades cotidianas.
  • Problematizar a prática para deflagrar o processo de educação continuada.
  • Conjugar teoria, prática e atuação docente, propondo atividades práticas orientadas para o uso em sala de aula.
  • Esboçar estratégias de avaliação e acompanhamento do progresso dos alunos, para que elas possam estar em maior sintonia com o contexto.
  • Valorizar a articulação com o lugar da ação docente, as escolas, integrando-o com as realidades específicas de cada situação de aprendizagem.
  • Despertar os professores para a importância das posturas independentes nos processos formativos continuados.
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